Confraria de Chaves Museu de Gastronomia iniciará em Fevereiro

24Dez09

Por ocasião do primeiro Aniversário, A Voz de Chaves, em entrevista, falou com Carlos Botelho, Grão-mestre da Confraria e um dos principais impulsionadores.

A Voz de Chaves:Tendo em conta os objectivos da Confraria, que avaliação faz deste primeiro ano de actividade?

Carlos Botelho: A Confraria de Chaves teve no seu primeiro ano de actividade, talvez um dos seus maiores desafios que foi o ultrapassar as dificuldades orçamentais para poder concretizar o plano de actividades aprovado em 2009.
A razão é simples de compreender se atentarmos ao facto de termos recebido apenas 12% do subsídio inicial (único) atribuído para o mesmo ano. Contudo, e apesar de não haver ainda receita própria, seja em quotizações ou qualquer outra forma, foi possível estabelecer perto de uma centena de parcerias e protocolos, um pouco por todo o país, que concedem benefícios e descontos aos membros da Confraria de Chaves e mais tarde permitirão estabelecer ligação com as cozinhas das unidades hoteleiras e restaurantes desta rede, ao colocar à sua disposição produtos da nossa terra.

E porque isolada não pode caminhar, a Confraria de Chaves foi aceite na RSO – Rede de Responsabilidade Social das Organizações, ao reconhecerem desta forma o nosso papel da Confraria de Chaves no snosso meio de intervenção sócio-cultural, concretamente no panorama da responsabilidade social, acrescentando valor ao seu projecto.

Estivemos representados em eventos como Feira dos Saberes e Sabores, o Bicentenário das Invasões Francesas, e a convite de outras Confrarias na Entronização da Confraria dos Vinhos Transmontanos (Valpaços), Academia da Micologia (Vila Pouca de Aguiar), Festival Gastronómico de Santarém além dos múltiplos contactos estabelecidos.

Esta é uma súmula de parte da nossa actividade ao longo do ano 2009, desenvolvida e em permanente actualização no nosso Portal: www.confrariadechaves.net que conta com cerca de 167 mil visitas.

Como tem sido acolhida a Confraria pelos Flavienses?

Até este momento tem havido por parte dos flavienses uma determinada reserva “mental” quanto à Confraria. Penso que não conhecem o projecto e o que conhecem advém muitas vezes de vozes dissonantes, absolutamente equivocadas e mesmo mal intencionadas quanto aos nossos objectivos.

Compreendo hoje claramente porque razão não surgiu antes qualquer outra Confraria, é que criar um grupo sólido, coeso e determinado e sobretudo, de confiança é tarefa difícil, possível apenas com muito empenho e amor à causa, e uma razoável dose de loucura, coisa que vai rareando.

Não posso deixar de mencionar o extremo empenho do António Setas, 1º Tabelião, com uma admirável dedicação ao projecto, ao Dr Júlio Montalvão Machado, Grão-Conselheiro cuja sapiência fará solidificar as pontes necessárias, entre outros bons e dedicados flavienses e com os quais iremos alcançar objectivos. Se considerar-mos a adesão de hoje ao projecto, comparativamente à um ano atrás diria que subiu exponencialmente, assim se concretizem as entronizações.

Para este segundo ano, quais são as actividades previstas?

Temos um conjunto de projectos constantes do plano de actividades para 2010, sendo absolutamente necessário para que se cumpra o recebimento dos restantes 88% da verba atribuída pelo Município de Chaves, salientando os seguintes: Realização do evento puúblico na confecção do “Maior Folar do Mundo” para o Guinness World of Records (pendente); Cerimónia Oficial de Entronização da Confraria de Chaves; Aquisição de diversos Registos e Marcas Comerciais de produtos; Desenvolvimento dos Protocolos e parcerias várias consubstanciando objectivos estatutários; Participação no Festival Nacional de Gastronomia de Santarém; e Representação em vários eventos mediáticos e gastronómicos congéneres, entre outros.

Ao nível de objectivos a longo prazo, entres outros, como já foi anunciado, está a restauração do Solar dos Montalvões, em Outeiro Seco. Como está esse projecto?

Tencionamos consolidar o projecto, partindo do pressuposto de que o bom senso vai prevalecer sobre todas as outras coisas, defendendo a causa sem olhar a meios ou quaisquer outros interesses. Acreditamos que as parcerias estabelecidas vão dar frutos e apela-se aos responsáveis locais dos diferentes sectores, para fazerem um esforço de aproximação pois o projecto é solidário.

Aproveito para agradecer publicamente e em nome do projecto o elogio feito por uma figura proeminente do turismo de que a Confraria de Chaves, não sendo uma mera Confraria, era mais como que uma Agência de desenvolvimento. Pois bem, olhando à história recente, foi esse mesmo raciocínio que fez com que João Batista, presidente da Câmara de Chaves, quando lhe apresentei o projecto em 2007 tenha considerado como absolutamente necessário para a região e para Chaves e me propusesse desenvolve-lo.

Ainda em relação ao Solar dos Montalvões, e segundo palavras do Senhor Presidente da Câmara, já há projecto de recuperação e verba para iniciar os trabalhos naquele que será o local e sede oficial da Confraria de Chaves.
Poderei adiantar que vamos dar início ao projecto do Museu de Gastronomia, cujo conceito será de todo inovador no panorama museológico nacional e será iniciado já em Fevereiro de 2010.

Por: Paulo Chaves /Voz de Chaves 23 de Dezembro de 2009



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